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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Tirei o amor de uma caixinha

Um dia coloquei o amor numa caixinha e resolvi chamar amor apenas ao fogo de artifício, aos suspiros e às borboletas. Menosprezei tudo o resto.
Um dia parei. Tirei o amor da caixinha que inventei, abri-lhe outras possibilidades e, a passos lentos, desisti de o mandar embora para deixá-lo entrar! Porque percebi que, acima de tudo, amar é importar-se!

Feliz dia de S. Valentim!



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Outra vez o amor

Maria, mas tu estás apaixonada, mulher?
Gostaria muito de estar que essa coisa de estar apaixonada faz bem a tudo, até à dieta, mas não. Eu sei que isto anda assim um bocado para o sentimental, que me ando a tornar repetitiva e coiso,  mas têm que me dar um desconto que a época apela a reflexões mais profundas e, além disso, eu sou uma mulher carangueja. Mulher mais sentimentalóide e interessada nos sentimentos, não há!
Então ajudem lá uma pobre coitada que anda toda baralhada com estas coisas do amor.
Como é que se descobre que o homem é the one? Há mesmo borboletas? Ouvem-se sininhos?  Sentimos que é aquele e pronto? Ou a coisa pode ser assim mais murchinha,  sem fogo de artifício, mas com alguém que está lá em todos os momentos, que vai até à China para nos ajudar, que nos conhece como ninguém e com quem construímos um cumplicidade tal que já lhe adivinhamos os pensamentos?
Quando o tal chega também podemos ter dúvidas ou só há espaço para certezas? Se nos apetece estar com a pessoa, dar-lhe beijos e abraços, mas não nos imaginamos a viver com ela, significa que preservamos o nosso espaço ou apenas que estamos carentes e ainda não é a pessoa certa? Isso do Mr. Right existe mesmo ou é um mito?

Contem-me tudo que eu, deste assunto, já cheguei à conclusão que não percebo patavina!

domingo, 27 de dezembro de 2015

Sobre o amor

Habituas-te a estar contigo e desacreditas, pelo teu exemplo e pelo daqueles que te rodeiam. Perdes a capacidade de imaginar um compromisso, uma vida partilhada. Refugias-te na tranquilidade do teu mundo, aquele que dominas e conheces, e onde estás protegida e tranquila. Cimentas tijolos no teu muro, afastas quem se aproxima, mandas procurar a felicidade noutro lugar...

Talvez tenhas perdido simplesmente a capacidade de te entregar, de amar. Ou apenas aguardes quem saiba fazer esvoaçar dentro de ti inquietas borboletas e transforme todos os teus pontos de interrogação em pontos finais.

Imagem retirada da internet



quinta-feira, 26 de abril de 2012

Amigos improváveis

Conhecem a cena?

Amiga (ela) conhece amigo que tem um amigo que também gostava de conhecer outra amiga (eu).

Amiga (ela) telefona a amiga (a mim)  a perguntar se estaria interessada em tomar um café a 4. Amiga(eu), depois de conhecer o amigo num evento, concorda com esta saída.

O amigo é perfeito. Toureiro, charmoso, educado, conversa interessante, muito bem vestido.
Amiga (eu) quer que o café acabe. As hormonas ficaram quietinhas, nem se mexeram. Nem sinal daquelas que fazem o coração correr o risco de saltar pela boca, daquelas que nos toldam o pensamento e nos deixam a boca seca, daquelas que nos fazem desejar pelo próximo encontro. Nada. Zero.

Amiga confirma que as pessoas de quem se gosta nunca nos podem ser impostas.

Tão cedo não me meto noutra!