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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O nosso Natal talvez seja fácil

O calendário dá a volta e faz-nos regressar à  azáfama dos presentes, da cozinha a cheirar a canela e a fritos. O tempo corre veloz e dentro de nós cresce o nervoso irritadiço de quem ainda tem tanto para fazer. Talvez falte ainda o bolo rei, ou quem sabe se tenha esquecido o presente daquela prima em terceiro grau que telefonou a dizer que vai passar por nossa casa a desejar as boas festas sem estarmos a contar. Começa a falta de paciência e as promessas de que no próximo ano não vai ser assim. Vamos comprar os presentes logo em outubro ou novembro, não vamos passar horas na cozinha que isto tanta gulodice só nos faz mal...Promessas que vamos esquecer quando daqui a pouco nos sentarmos à mesa com quem amamos, quando virmos a alegria nos olhos de quem desembrulha algo que sabíamos que era muito desejado, quando nos deliciarmos com as iguarias que preparámos, ou nos prepararam, enquanto ao lado piscam as luzes da árvore de natal.Promessas que vamos esquecer já daqui a pouco, quando pararmos para pensar que talvez o nosso Natal seja muito fácil quando comparado com milhares de outros Natais...

A todos desejo  Paz. União. Ternura. Tranquilidade.Alegria. Desejo-vos braços abertos para receber abraços. E que sejam felizes neste Natal.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

E o bacalhau, Maria?

Primeiro tirei-lhe a roupa


De seguida, mostrei-lhe a minha determinação




E, sem piedade, desfi-lo em postas.


Habemus bacalhau de molho para a consoada!
Que felicidade!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Recebi uma prenda

Um bacalhau. Crescido. Inteiro.
Há dois dias que sofro de insónias a pensar com que instrumentos transformo o dito em postas de modo a que possa ainda ser demolhado e servido na noite de consoada que, por sinal, se aproxima a passos largos.
Ao preço a que está o bacalhau estou deveras agradecida, mas tinha sido tão mais fácil uma caixa de Mon Chéri!

(Aceitam-se sugestões para escangalhar o bicho. Esqueçam serras elétricas e machados. Cá por casa não há!)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

E o peso? E a dieta?

Peso atual: 83kg (mais 200gr desde a última pesagem e depois de 2 convívios à volta da mesa).
Foco até final do mês de dezembro: manter o peso ou, pelo menos, evitar que ele vá além dos 84kg da pesagem inicial. 
Não vou fazer grande dieta e tenciono comer o que me apetecer nos convívios natalícios e de passagem de ano, Nunca fiz dieta nestas alturas e não vou fazer, a menos que tal me seja exigido por questões de saúde. No entanto, também não quero ir além do peso que já tinha para que em janeiro não custe ainda mais o recomeço, por isso nos restantes dias procuro fazer uma alimentação mais regrada.

É por continuar focada no meu desejo de perder peso que faço esta pausa. Não quero sentir que a alimentação é um castigo, uma provação pela qual tenho que passar durante uns tempos para depois poder comer tudo o que quiser outra vez. Já foi muitas vezes assim e,se resultasse, eu não estaria novamente com um peso exagerado para o meu 1,70m. 

A vida deve ser um equilíbrio entre o que nos dá prazer e os sacrifícios que temos que fazer para atingir os nossos objetivos. Eu acredito que é assim que funciona: nem sempre, nem nunca!

Fonte: boscoanthony.com

domingo, 13 de dezembro de 2015

Música no coração

Acabei de chegar de um concerto de Natal comemorativo dos 50 anos do clássico filme"Música no Coração". Fica uma versão mais atual de uma das músicas do filme. E o refrão. Para a vida.

Climb every mountain
Ford every stream
Follow every rainbow
'Til you find your dream!



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Gostava de saber escrever o Natal

 Com as palavras certas. As frases ideais.
Gostava de conseguir explicar por que é que assim que chegam as caixas de papelão do sótão, com os ramos amarrotados e os enfeites, qualquer um de nós os 3 sabe que tem que ir colocar na aparelhagem aquele e só aquele CD. Gostava de saber escolher os adjetivos que descrevem como é que de um ano para o outro eles os dois sabem de quem é a vez de colocar a estrela no topo do árvore de natal e fazem desse um momento solene. Gostava de arranjar comparações, perífrases e metáforas que tornassem mais interessantes os nossos enfeites, que se repetem ano após ano. A nossa árvore e a caruma de faz de conta que vai deixando pelo chão. O nosso presépio banal, onde Maria e José aguardam pela chegada do menino, que dentro de uma gaveta espera que seja a hora de ir para o seu lugar.Gostava de conhecer o vocabulário mais adequado para traduzir como fui aprendendo a contornar o vazio de ver sair os filhos numa tarde de 24 para irem passar a consoada com o pai. Gostava que parecesse poesia continuar a acreditar que esta época tem magia e termos sido capazes de criar um Natal único, por ser só nosso.
Só não encontro as palavras certas.  As frases ideais.